Secretaria da Saúde alerta municípios sobre reforço no combate à dengue

A Secretaria estadual da Saúde enviou aos 399 municípios do Paraná um documento solicitando reforço e atenção no combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue. A preocupação da Secretaria se deve à interrupção na tendência de quedas no número de casos da doença. “A dengue se combate todo o ano e não podemos descuidar. Normalmente há uma tendência de relaxamento nas ações de prevenção da doença no inverno, e isso não pode ocorrer”, disse o secretário Carlos Moreira Júnior.

Profissionais de Saúde se unem ao combate à dengue

Desde o início do ano, o Paraná ganhou mais aliados no combate à dengue. Os agentes comunitários da saúde (ACS) receberam cartilha do Ministério da Saúde, que os capacita para auxiliar no trabalho dos agentes comunitários de endemias (ACE) na conscientização da população sobre os cuidados necessários para que o mosquito aedes aegypti não se prolifere.

Combate ao mosquito da dengue deve continuar mesmo nos dias mais frios

A dengue não deve ser uma preocupação apenas do verão. Este é o alerta da Secretaria da Saúde. Com a chegada do frio, o período é ideal para eliminar focos do mosquito transmissor da doença. “Ao contrário do que se pensa, o frio não mata os ovos e muito menos as larvas do Aedes Aegypt. Esses ovos podem sobreviver por aproximadamente 450 dias, esperando para eclodirem e se transformarem em larvas, o que acontece normalmente no verão, quando os dias quentes são mais freqüentes”, explica o secretário da Saúde, Carlos Moreira Jr.

Cuidado com focos de dengue deve ser redobrado no período de chuvas

Secretaria de Saúde alerta para os cuidados que a população deve ter com os possíveis criadouros do mosquito da dengue, que se formam após períodos de chuvas. Além dos prejuízos causados pelas enchentes, o grande volume de chuvas que atinge o Paraná facilita a proliferação do Aedes Aegypt, transmissor da dengue. O tempo alternado entre sol e chuva é ideal para que o mosquito se reproduza e, na maioria das vezes, dentro das residências.
   
 

08/07/2010
  56.700 casos suspeitos
  20.659 confirmados, sendo
  19.930 autóctones e
  729 importados
  8 óbitos
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